domingo, 17 de julho de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
ESTRADA ERRANTE
ÀS VEZES SOL,
ÀS VEZES MAR,
ÀS VEZES MIRANDO O TEU OLHAR...
O QUE SERÁ? O QUE SERÁ?
QUE AINDA ME FAZ FICAR NESSA ESTRADA...
NÃO VISLUMBRO HORIZONTE...
QUANDO HÁ ESTRADA SEM SINALIZAÇÃO... KILÔMETROS DE SENTIMENTOS... HÁ SÓ TRÂFEGO NO PENSAMENTO.
HÁ DÚVIDA DOS SINAIS, HÁ AFLIÇÃO...
POR QUE NÃO CONSIGO AVANÇAR O SINAL? ROMPER BARREIRAS? VIAJAR NO ESCURO?
POR QUE NÃO CONDUZO?
ESSE CARRO QUE É TEU... DESGOVERNADO ME ILUDO DE SERDES MEU.
LIGAÇÕES QUE PARECEM TÃO FRÁGEIS
SERÁ QUE HÁ TEMPO? SERÁ QUE AINDA A TEMPO DE NÃO HAVER TROMBADAS? DE EVITAR O MACHUCÃO?
TEMPO PRA SILENCIAR O BARULHO QUE SE FORMA QUANDO SE QUER ALGUÉM QUE NÃO AMADURECEU.
TEMPO PRA SE TER CORAGEM DE DEIXAR A ESTRADA. QUE TEMPO É?
ESSE TEMPO DE SE RETIRAR E PERCORRER UM NOVO CAMINHO, UM NOVO DESTINO.
TEMPO PARA APAZIGUAR A DOR, PARA ENTENDER O QUE SE PASSOU... E PASSOU...
LOUDIE M.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
O que é o amor?
Ouvi certa vez, que quando não se ama
senti-se um vazio cá dentro do peito.
Será o amor por outrem o motivo de existir?
Então, seria certo dizer:
"Amo, logo existo".
E quando o amor nos escapole, deixamos ir...
O que somos então?
Nego esta, que parece uma fatalidade.
Preciso existir sem amor.
Porque amar se aprende amando, como diz Drummond.
E quantos amores serão preciso para aquietar meu coração?
Como saber se enfim aprendi a amar...
Se para Vinícius que "o amor seja eterno enquanto dure".
E quanto tempo é isso?
Que medida? Quanto tempo 'o tempo de amar' pode caber?
Se amo, mas não amo igual a você.
E se meu amor intenso e turvo pode perecer.
Quem sou eu afinal quando não habita em mim o amor?
Preciso existir sem amor, rogo novamente.
Pois, já não tenho certeza se sei amar com tantas cicatrizes.
Ou se essa dor me ensinou a acolher a diferença que existe entre mim e você.
Ou se preso ainda estou ao paraíso que um dia vivi.
Que só em grito a liberdade se fez, uma liberdade estranha, que parece revirar minhas entranhas para sair.
É ilusão o que doravante sinto?
O que fez de mim esse caminho? Que sou capaz de ser o que dante nunca havia sido.
O que é o amor?
É essa mistura de tormenta com placidez.
Não! O amor não é esta aflição. Não o amor correspondido.O amor solitário, então.
Hei de amar apenas um outro que me ame, me entregar àquela que se lance.
Para dançar sem tocar o chão.
Autor do texto: Manuel Aliguiere
.
senti-se um vazio cá dentro do peito.
Será o amor por outrem o motivo de existir?
Então, seria certo dizer:
"Amo, logo existo".
E quando o amor nos escapole, deixamos ir...
O que somos então?
Nego esta, que parece uma fatalidade.
Preciso existir sem amor.
Porque amar se aprende amando, como diz Drummond.
E quantos amores serão preciso para aquietar meu coração?
Como saber se enfim aprendi a amar...
Se para Vinícius que "o amor seja eterno enquanto dure".
E quanto tempo é isso?
Que medida? Quanto tempo 'o tempo de amar' pode caber?
Se amo, mas não amo igual a você.
E se meu amor intenso e turvo pode perecer.
Quem sou eu afinal quando não habita em mim o amor?
Preciso existir sem amor, rogo novamente.
Pois, já não tenho certeza se sei amar com tantas cicatrizes.
Ou se essa dor me ensinou a acolher a diferença que existe entre mim e você.
Ou se preso ainda estou ao paraíso que um dia vivi.
Que só em grito a liberdade se fez, uma liberdade estranha, que parece revirar minhas entranhas para sair.
É ilusão o que doravante sinto?
O que fez de mim esse caminho? Que sou capaz de ser o que dante nunca havia sido.
O que é o amor?
É essa mistura de tormenta com placidez.
Não! O amor não é esta aflição. Não o amor correspondido.O amor solitário, então.
Hei de amar apenas um outro que me ame, me entregar àquela que se lance.
Para dançar sem tocar o chão.
Autor do texto: Manuel Aliguiere
.
domingo, 17 de abril de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Minha Alma
Vou buscar minhas certezas
porque dúvidas tenho muitas
A cada instante minhas verdades somem,
se diluem, se escondem de mim
Já não são mais verdades
Ou não são verdades por inteiro
Depende de quando as digo
Sou mutante
Imprevisível
O mistério é meu sobrenome e
habita a minha alma de Lilith
Vou buscar o meu perdão
porque culpas tenho muitas
A cada instante meu perdão some,
se dilui, se esconde de mim
Já não tem mais perdão
Ou não há perdão por inteiro
Depende de quando o sinto
Sou intensa
Voraz
A imperfeição é meu sobrenome e
habita a minha alma de afrodite
Loudie M.
porque dúvidas tenho muitas
A cada instante minhas verdades somem,
se diluem, se escondem de mim
Já não são mais verdades
Ou não são verdades por inteiro
Depende de quando as digo
Sou mutante
Imprevisível
O mistério é meu sobrenome e
habita a minha alma de Lilith
Vou buscar o meu perdão
porque culpas tenho muitas
A cada instante meu perdão some,
se dilui, se esconde de mim
Já não tem mais perdão
Ou não há perdão por inteiro
Depende de quando o sinto
Sou intensa
Voraz
A imperfeição é meu sobrenome e
habita a minha alma de afrodite
Loudie M.
Tempo sem mim
Vivi um tempo sem mim
Sem rumo, sem curso
Vivi um tempo sem "Eu"
Sem "Ego", Sem "Id"
Quando tudo se perdeu
Vivi um tempo sem ti
Sem sorriso, sem paraíso
Vivi um tempo sem nós
Sem partilha, sem matilha
Quando tudo enlouqueceu
E o inesperado
bateu em mim
Aspirou a minha alma
E sem explicação
Esse tempo
Passou tempo demais
Muito tempo sem espelho
Muito tempo sem razão
Até que finalmente acordo do abandono
Que decretei a mim mesma
Por uma culpa que me consumia
E não sumia no tempo
A culpa de não saber amar
Ressignifiquei minha história
Refiz o meu caminho
Estou pronta
Loudie M.
Sem rumo, sem curso
Vivi um tempo sem "Eu"
Sem "Ego", Sem "Id"
Quando tudo se perdeu
Vivi um tempo sem ti
Sem sorriso, sem paraíso
Vivi um tempo sem nós
Sem partilha, sem matilha
Quando tudo enlouqueceu
E o inesperado
bateu em mim
Aspirou a minha alma
E sem explicação
Esse tempo
Passou tempo demais
Muito tempo sem espelho
Muito tempo sem razão
Até que finalmente acordo do abandono
Que decretei a mim mesma
Por uma culpa que me consumia
E não sumia no tempo
A culpa de não saber amar
Ressignifiquei minha história
Refiz o meu caminho
Estou pronta
Loudie M.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Desejo
Ah! Quem me dera esconder-me do meu desejo de ti
Quem me dera não desejar
O desejo me esquenta, me enrubesce, me faz sorrir
Mas, como menina fujo, corro e nego
O medo do desejo então me emudece
Quem me dera apaziguar essa tormenta
Quem me dera ter coragem de largar-me em teus braços
Sem pensar nos corpos que enlaçasse
Ah! Quem me dera ser só mulher
Mulher sem menina
Mulher sem histórias
Apenas mulher presente
Ah! Quem me dera te ter por inteiro para ser inteiramente.
Loudie M.
Quem me dera não desejar
O desejo me esquenta, me enrubesce, me faz sorrir
Mas, como menina fujo, corro e nego
O medo do desejo então me emudece
Quem me dera apaziguar essa tormenta
Quem me dera ter coragem de largar-me em teus braços
Sem pensar nos corpos que enlaçasse
Ah! Quem me dera ser só mulher
Mulher sem menina
Mulher sem histórias
Apenas mulher presente
Ah! Quem me dera te ter por inteiro para ser inteiramente.
Loudie M.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Por que escrevo?
Escrevo porque sou movida por essa vontade repentina
(que de repente acontece todo dia)
Porque palavras invadem minha retina como se fossem fotografias
Escrevo para falar do banal
Escrevo para abandonar o vil
Escrevo porque ao escrever me surpreendo
E porque preciso de uma surpresa diária
Escrevo para sorrir
Escrevo para chorar
Escrevo para me calar
Escrevo sem arte
Sem dominar a métrica
Escrevo com a intuição
Escrevo para existir
Escrevo como se pudesse tocar as palavras
E ao tocá-las sentisse seu cheiro
Devoro-as porque sinto fome de letras
Inalo-as porque sinto o prazer inebriante de inspirar
Porque no meu silêncio de infãncia
as palavras me apaziguavam
Loudie M.
(que de repente acontece todo dia)
Porque palavras invadem minha retina como se fossem fotografias
Escrevo para falar do banal
Escrevo para abandonar o vil
Escrevo porque ao escrever me surpreendo
E porque preciso de uma surpresa diária
Escrevo para sorrir
Escrevo para chorar
Escrevo para me calar
Escrevo sem arte
Sem dominar a métrica
Escrevo com a intuição
Escrevo para existir
Escrevo como se pudesse tocar as palavras
E ao tocá-las sentisse seu cheiro
Devoro-as porque sinto fome de letras
Inalo-as porque sinto o prazer inebriante de inspirar
Porque no meu silêncio de infãncia
as palavras me apaziguavam
Loudie M.
Silêncio
Só com o silêncio da boca
Ouve-se a alma
Então, cala-te boca
para que as mãos falem
Loudie M.
Ouve-se a alma
Então, cala-te boca
para que as mãos falem
Loudie M.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Tecer
Neste ato de mostrar-se
o sujeito expressa-se para si mesmo
e ao fazê-lo parte dele se revela
ou revela-se, aos poucos, por inteiro
a cada tecitura
a cada deslumbramento
e como escrevente se descobre e se perde
nas suas palavras ...
Loudie M.
o sujeito expressa-se para si mesmo
e ao fazê-lo parte dele se revela
ou revela-se, aos poucos, por inteiro
a cada tecitura
a cada deslumbramento
e como escrevente se descobre e se perde
nas suas palavras ...
Loudie M.
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